Neoveneziana realiza intercâmbio social no Quênia
Aline Bortolotto Cardoso passou duas semanas na cidade de Nakuru, no Quênia, em um orfanato.

A neoveneziana Aline Bortolotto Cardoso, 27 anos, sócia da Infoway Internet, realizou intercâmbio social no Quênia. Durante duas semanas, Aline participou ativamente da rotina de um orfanato que atende cerca de 40 crianças na cidade de Nakuru, a 150 quilômetros da capital do Quênia, que tem população de aproximadamente 250 mil habitantes, uma das mais pobres da África.
Aline já havia realizado outras experiências fora do país como o “Work Experince”, intercâmbio para trabalho durante a fase universitária e também morou na Alemanha para terminar a faculdade e fazer estágio. “O trabalho social era uma experiência que queria muito fazer. É uma questão de gratidão, nunca pude me queixar da minha condição de vida, ao que meus pais me proporcionaram, e cada vez mais a vida tem me proporcionado coisas boas, foi uma forma de retribuir um pouco do que estou recebendo. Uni as férias que iria passar no exterior com fato de que poderia estar ajudando pessoas e ao mesmo tempo viajando e conhecendo outros lugares e culturas. Pelo que pesquisei, tirando o sertão nordestino do Brasil, nenhuma realidade consegue ser tão forte quanto a realidade que as pessoas vivem na África”, ressaltou.
Aline foi indicada por uma agência para participar de projetos sociais em Capetown, na África do Sul, mas preferiu procurar uma cidade extremamente subdesenvolvida, foi quando encontrou um projeto social que lhe chamou a atenção no Quênia. “O projeto era um orfanato em Nakuru, fiz algumas pesquisas e conversei com outras pessoas que haviam viajado para lá. Foi uma das melhores experiências da minha vida, fiquei duas semanas que era o mínimo, acabei criando uma convivência com as crianças e isso é muito impactante”, contou.
A neoveneziana ficou na casa de uma família local, tinha acesso a quarto, banheiro e refeições que eram preparadas pela família. A rotina iniciava às 9h30 quando era levada para o orfanato para cuidar e acompanhar o cotidiano das crianças. Entre os impactos sentidos estavam a água utilizada através de poços com água da chuva que era usada para cozinhar e para tomar banho em bacias, taxa da escola pública e outro impacto foi a visita a um ambulatório que é chamado de hospital pela população, onde os remédios são cobrados.

Segundo Aline, o orfanato não recebe ajuda do governo, a única ajuda vem da população que doa roupas para as crianças e comidas básicas, como arroz, feijão, a farinha para fazer o ugali (prato típico parecido com a polenta) e a ajuda de intercambistas que visitam o local.
“O principal é dar atenção e carinho para as crianças, elas ficam muito felizes, tudo para eles era algo emocionante. Mas também tentar mudar a realidade deles. O que me impressionou muito foi a realidade que eles vivem, que é muito precária, e mesmo assim sempre estão com um sorriso no rosto. São afetuosos e educados. Mesmo vivendo nessa realidade, nunca vi ninguém revoltado. Foi uma das melhores experiência que já tive, superou as expectativas. É muito difícil voltar, será uma saudade diária”, salientou.

Aline está em contato com intercambistas que já visitaram o local e em parceria com um deles irá realizar uma campanha de crowdfunding, que é um financiamento coletivo, onde todos podem fazer doações. “O outro intercambista que esteve lá, trabalha na Coca-Cola e conseguiu através da empresa comprar um terreno, pois eles vivem de aluguel no orfanato. Agora iremos fazer um crowdfunding para conseguir construir uma casa para eles, a ideia é movimentar as redes sociais para conseguirmos mais ajudas para o orfanato, é inevitável se você tiver dinheiro não ajudar. É uma corrente, se cada um fizer um pouquinho, podemos fazer grandes transformações”, destacou.
Aline planeja voltar ao local em dois anos, e também está em contato com novos intercambistas para ajudar com dúvidas sobre a viagem.








