Comunidade terapêutica clandestina é interditada em Siderópolis
Um dos proprietários foi preso por crime de cárcere privado qualificado.
Uma comunidade terapêutica clandestina foi interditada pela Polícia Militar e Vigilância Sanitária, na última sexta-feira, dia 12, devido à falta de documentação para funcionamento, na comunidade de São Martinho Baixo, em Siderópolis. Um dos proprietários foi preso por crime de cárcere privado qualificado.
Após denúncia, PM e Vigilância Sanitária chegaram ao local e constataram que os 46 pacientes eram mantidos em um pavilhão. “Quem nos recebeu foi um dos monitores, que também era interno. Segundo o relato dos próprios internos sofriam agressões e eram mantidos em cárcere privado. A comunidade estava funcionando sem nenhuma documentação no município, sendo filial de Tubarão. Nem o município e nem a PM tinha conhecimento da comunidade”, revelou o Sargento Everaldo Martins, comandante da polícia militar de Siderópolis.
Após a abordagem, para surpresa de um dos familiares foi surpreendido quando ele chegou em casa a pé. “Ele foi internado particular em Tubarão e ele estava aqui ao lado, em Siderópolis. Nós buscamos informações sobre a comunidade antes de internar o paciente, inclusive conversei com pessoas que tiveram parentes com eles. O irmão dele foi a Tubarão um dia após ele ser internado e eles alegaram que só poderiam ver o paciente após um mês. Eles pagaram pela recuperação dele e o encontramos nessas condições” comentou um dos parentes S.M.P.
Reunião
Uma reunião com os representantes do Governo de Siderópolis, PM e advogado dos Direitos Humanos discutiram os encaminhamentos dos pacientes que permanecem no local. “Alguns pacientes os familiares foram buscar, outros fugiram e outros é preciso fazer contato com os familiares, pois os internos tem 72 horas para deixar o local. A assistente social de Siderópolis está fazendo contato com familiares e os que não forem encontrados serão encaminhados a outras clínicas credenciadas”, afirmou o comandante.
A redação tentou contato com a instituição não obtendo sucesso.
Fotos: PM Siderópolis








