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No Clássico da Polenta, deu azul

No momento estou tentando respirar um pouco para poder escrever. Feito, estou pronto. 

Torcidas

Um domingo que começou com sol, teve chuva, foi calor, depois frio. Mas o frio não conseguiu se criar no estádio Darci Marini, porque as duas torcidas estavam quentes e se colocasse um termômetro nelas, explodiria. Os preparativos começaram cedo, logo de manhã as duas torcidas já estavam no estádio preparando as suas faixas. Para o almoço, chegar no estádio de barriga cheia e com forças para gritar, as duas torcidas amaram um pré jogo com muita carne e cerveja. A torcida da casa veio de carreata e ficou na porta do vestiário cantando, passando para os jogadores como seria o clima do jogo. A do Caravaggio chegou logo depois com muita festa também. Na entrada dos jogadores ao campo, a festa que já é de praxe. Bandeiras, fumaças vermelha e azul e sinalizadores. O jogo começava ali, com uma festa absurda, a maior da história do futebol amador. Dava para colocar um guarda sol para se proteger da chuva e ficar admirando as duas organizadas.

O jogo

Logo cedo, aos 8 minutos de jogo, Matheus Laguna partiu pela esquerda e fez o cruzamento, Beto Cachoeira deixou passar e Andrei abriu o placar. Lei do ex e explosão da torcida.

Matheus Laguna, que participou do lance do gol, foi expulso no final do primeiro tempo, gerando muita confusão e briga. Neguinho, membro da diretoria do Caravaggio também foi expulso e acompanhou o jogo de fora.

No primeiro tempo, o Metropolitano pouco arriscou e terminou 1 a 0 para o time visitante. No segundo tempo, cedinho, João Simon empatou o clássico, após cobrança de escanteio. Terceiro gol dele em finais contra o time azul.

O Metrô tomou conta do jogo, até por estar com um a mais, mas também não se arriscou muito. Poderia muito mais. Logo após o gol, João Simon saiu para dar lugar a Guto Viana, atacante por atacante. Só aos 26 minutos que o treinador do time vermelho, Jean Reis, resolveu ousar. Tirou o volante Will e colocou o meia Thiago Cristian. Com dois atacantes no banco, Maurício (segundo maior artilheiro da história do Metropolitano) e Anderson, o técnico resolveu colocar o volante Renan Maia.

Como não faço media com ninguém, acho que errou e muito o treinador Jean Reis. Com todo respeito, não era jogo para o Renan, era jogo para atacantes, para atacar ao máximo um Caravaggio cansado, mas muito guerreiro.

Tudo igual e o jogo foi para os pênaltis.

Renan Maia e Passarela erraram para o Metrô, e viram Dudu, que foi ídolo ano passado no time vermelho converter o gol do título.

Invasão no campo de toda a torcida do Caravaggio, fazendo uma festa linda no Darci Marini. Esse é o sexto título de Copa Sul dos Campeões, e um tabu continua. O Metropolitano nunca venceu o Caravaggio em finais de Copa Sul.

Era a chance do time da casa empatar em títulos, agora o Caravaggio tem 14 conquistas, enquanto o Metropolitano continua com 12.

O que fica desse jogo é um Metropolitano sem tanta ousadia e um Caravaggio valente, que com um a menos soube se defender, colocou quatro zagueiros e foi na raça, com Pedro Paulo defendendo tudo no tempo normal e agarrando dois pênaltis.

Parabéns ao Metropolitano pela campanha e a sua torcida. Essa foi a maior festa da Metrofolia, foi um absurdo. 

E parabéns ao Caravaggio pela campanha, campeão invicto da competição, parabéns a sua torcida que da um show novamente. No maior Clássico da Polenta da história, é o lado azul quem comemora.

RAPIDINHAS

● Como joga bola o Andrei. É, disparado, o melhor jogador do futebol amador da região. Fez muita diferença neste jogo da volta. 

● Sinceramente, o que fazem com Andrezinho, volante do Metropolitano, é um verdadeiro absurdo. Prata da casa, e com muito mais capacidade do que muitos jogadores do elenco, dão uma chance para esse garoto.

● Era jogo para o Maurício, sabe fazer gol mais do que ninguém do time. 

● O sistema defensivo e os dois volantes do Metropolitano são um absurdo de tão bons.

● Parabéns as duas torcidas, vocês fizeram a maior festa da história. Vocês são o principal.