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Um Clássico da Polenta para a história. 0 a 0 e tudo para o jogo da volta

Domingo, 15h30, lá no alto da montanha, no distrito das metalúrgicas, começava um episódio histórico. A primeira partida da final da Copa Sul começava neste momento, com um Clássico da Polenta eterno. Aos arredores do estádio, o clima não poderia ser melhor. O azul tomava conta de um lado e o vermelho do outro. Uma festa particular das duas torcidas, a cancha era o que menos importava minutos antes da bola rolar. Organizada da Miséria e Metrofolia fizeram com que o espetáculo principal fossem eles. É algo histórico o que essas duas torcidas fazem. Independente de tudo, sempre estão ali, nos melhores e piores momentos. Gritando o jogo inteiro, vibrando, torcendo. O principal ingrediente do Clássico da Polenta são eles. Está tarde foi histórica muito por conta deles.  

O JOGO 

Pelota rolando, vamos aos fatos do jogo. Depois de anos, esse seria o clássico mais equilibrado, duas equipes fortes, equilibradas. E foi assim que o jogo começou, equilibrado e muito estudado. No começo do jogo um lance polêmico, os jogadores do Metropolitano pediram toque de mão do capitão Brenno, mas o árbitro Ramon mandou o jogo seguir. Um primeiro tempo que não teve chances claras de gol, mas os dois times sempre buscando as redes.

Andinho, muito acionado no decorrer do jogo, teria sofrido pênalti na primeira etapa, mas o juiz entendeu que não houve e mandou o jogo seguir.

No segundo tempo, como era de esperar, um jogo mais aberto, com o Metropolitano tendo as melhores oportunidades. João Simon em uma cabeçada à queima roupa obrigou Pedro Paulo fazer uma defesaça. André Gava, cria da casa, acertou um balaço no travessão. João Simon teve mais duas oportunidades, chute de esquerda para defesa de Pedro Paulo, outra canhota na pelota e a bola passou tirando tinta da trave.  

O Caravaggio não ficou para trás no quesito chance de gol. Matheus Laguna foi muito acionado pela direita e deu trabalho. Em um cruzamento para Maicon Ermo, o 10 azul tentou dar uma letra e parou em Passarela. Beto Cachoeira, uma das grandes figuras do jogo, precisa de pouco para brilhar. Ele teve uma chance clara de gol, e em uma cabeçada linda quase marcou para o Caravaggio. Nos minutos finais o time da Montanha veio para o abafa e tentou o gol. Nada dele sair, tudo igual no primeiro jogo da decisão. Resultado justo.

 

O QUE FICA 

Orgulho. É a palavra que podemos dizer o que sente Nova Veneza em relação a estes dois times. É difícil imaginar, mas todos esses momentos que estão sendo vividos são históricos, são algo para eternidade. Metropolitano e Caravaggio vivem uma era de ouro, em que não cansam de ganhar. Suas torcidas apaixonadas, que só crescem. Que possa haver sempre o respeito e a amizade entre todos. O jogo da volta tem tudo para ser no dia 30 devido à Festa da Gastronomia Típica Italiana. O Darci Marini estará pulsando igual esteve a Montanha, será um duelo que ficará para história, talvez o mais importante embate entre Metropolitano e Caravaggio. Até lá, nos resta aguardar, com muita ansiedade.