Fobias: você tem medo de quê?
A diferença entre medo e fobia, é que o medo é um sentimento comum perante alguma situação, à fobia é o medo persistente, irracional e excessivo que pode causar no indivíduo um elevado nível de ansiedade.
O indivíduo com fobia, ao se deparar com alguma situação ou objeto que lhe causa medo excessivo, pode apresentar intensas reações físicas e psicológicas e comprometer sua qualidade de vida, por exemplo, a agorafobia caracterizada pelo medo de espaços abertos quando há presença de muitas pessoas, faz com que o indivíduo muitas vezes se isole deixando de frequentar ambientes como shopping, lojas, festas, etc.
Umas das possíveis causas de muitas fobias podem estar relacionadas a traumas e situações passadas vivenciadas, alguns estudos relatam que podem estar associadas também ao histórico familiar.
Em alguns casos o desenvolvimento da fobia devido à situação vivenciada (por exemplo, o indivíduo que se afogou tomando banho de mar, e, que devido a este episódio, desencadeou um medo excessivo de água chamado de hidrofobia, passando por dificuldades no dia a dia como tomar um simples banho de chuveiro), pode tornar-se ao indivíduo uma incapacidade de levar sua vida normalmente.
Hidrofobia
Fonte: retirado do site correiodolago.com.br
Algumas características dos indivíduos que apresentam fobias podem ser: sentimento de pânico sem controle, sudorese, taquicardia, terror, dificuldade para respirar, entre outros.
Geralmente os indivíduos com fobia possuem o perfil de competentes, detalhistas, inteligentes, responsáveis, organizadas, etc.
Alguns tipos de fobias (medos excessivos):
– Claustrofobia (medo de lugares fechados);
– Acrofobia (medo de altura);
– Agorafobia (medo de locais com multidão);
– Aracnofobia (medo de aranha);
– Hidrofobia (medo de água);
– Glossofobia (medo de falar em público);
– Zoofobia (medo de animais);
– Catastrofobia (medo de catástrofes e aspectos ambientais);
– Tanatofobia (medo da morte);
Tanatofobia
Fonte: retirado do site seriesdeweb.com
O diagnóstico é baseado em entrevista clínica e os critérios variam de acordo com cada tipo de fobia em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria.
O tratamento é associado à medicação e psicoterapia, que auxilia na compreensão dos fatores que desencadeiam a fobia no indivíduo e tem por objetivo reduzir a ansiedade e o medo.