Grupo de mosaico Cores e Cacos serve de superação para dona-de-casa
Após a perda da filha, em um acidente, os encontros em sua residência são um passatempo e uma forma de conquistar novas amizades
A dona de casa, Francisca de Souza, a Kika residente a pouco mais de 2 anos e 4 meses na cidade formou um grupo para compartilhar o seu conhecimento, fortalecer amizades e como passatempo para superar uma grande perda prematura na família. Após perde uma filha em um acidente de carro, os encontros para desenvolver a técnica do Mosaico servem de fortalecimento e incentivo de continuar tocando a vida.
“Foram momentos bem difíceis da minha vida no ano passado, me isolei e de repente eu e minha vizinha Rita começamos a fazer mosaico. E esse ano, mais fortalecida comecei a ter uma vida normal, cuidar do jardim e na igreja fiz o convite as mulheres para participar de um grupo em minha casa. E a partir daí, uma chamou a outra e aqui recebemos mulheres, independente de religião, sem cobra nada, apenas para uma troca de experiência”, explica Kika.
De acordo com a Kika, a técnica varia com o tipo de material utilizado em cada peça. “O primeiro passo é saber qual o designer a ser aplicado e desenhar, pois pode ser feitas flores, figuras diagonais, enfim, vários modelos e cada pedacinho precisa ser cortado com uma torquesa especial para o trabalho. Após o corte, entra o processo de colagem das peças que podem ser feitas direto ou no papel para depois colar a aplicação na base e receber a finalização com rejunte de piso”, detalha a coordenadora do grupo.
Outro fator a ser avaliado, segundo Kika, é se uma peça, por exemplo, de madeira é tratada ou não. E com isso, iremos analisar que tipo de cola utilizar. Já em peças que ficam em exposição ao ar livre à cola é especial. “Cada uma compra o seu material, mas se a pessoa quiser partir e não pode comprar a gente ajuda. Nós recebemos doações de pisos e azulejos de algumas empresas”, destaca.
Rita
Uma das participantes, a professora aposentada Susan Bortoluzzi Brogni se descobriu com a técnica. “Nós começamos para dar força a ela e me descobri fazendo coisas inimagináveis. O meu perfil imediata, com resultado em seguida. Tinha dificuldades de fazer trabalhos com muitas concentrações. Eu me vejo até a madrugada colando peça por peça para chegar ao processo final. É um trabalho de muitas, horas e dias e que se tornou uma paixão para mim. O meu maior desafio será fazer um biombo com tulipas que deverá durar alguns meses”, pontua.
Além disso, a Kika é uma pessoa de um coração enorme. “Ela abriu as portas da casa e não tem hora para nos atender e produzirmos”, ressalta
Ao todo são 18 mulheres, sendo três crianças acima de 11 anos que se reúnem todas as tardes das terças-feiras, em sua residência, no Loteamento Minatto, no bairro Bortoluzzi, em Nova Veneza.






