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Grupo Folclórico enaltece cultura italiana em Festival de Dança de Joinville

Os dançarinos conquistam títulos que os mantém a mais de sete anos entre os primeiros colocados.

O bailado dos dançarinos italianos de Nova Veneza mais um ano encantou os jurados no Festival de Dança de Joinville. O evento aconteceu no final mês julho e é o maior do gênero segundo o Guiness Book, desde o ano de 2005. Nesta edição, o Grupo Folclórico Ítalo Brasileiro trouxe na bagagem dois terceiros lugares.

Na categoria Danças Populares – conjunto, o grupo júnior, com dançarinos de 13 a 15 anos, levou ao palco a apresentação “un giorno di festa... ballando la tarantela”.

Já na disputa da categoria Danças Populares – Sênior, os dançarinos mostraram seu talento com “A saga da imigração italiana... un sogno di libertà”.

“É difícil apresentar a tantos anos uma coreografia que encante aos jurados. A dificuldade maior é continuar nesse patamar, sempre entre os três primeiros colocados principalmente na categoria sênior. O grupo do Paraguai vencedor da categoria ficou fora dos palcos por dez anos. E nós, somos o único grupo na categoria que participa da Mostra Competitiva há vários anos e a cada edição, consegue mostrar através de dança a força da etnia italiana”, pondera a presidente e diretora artística, Susan Bortoluzzi Brogni.

A coreografa e ensaiadora, Jussara Sávio comenta que os jurados têm um grande conhecimento de todas as culturas apresentadas no palco. “Na banca é que entendemos o resultado final da comissão julgadora. A proposta dos grupos precisa sempre ter algo a mais. Neste ano a grande maioria usou bastante a técnica do balé clássico. Na avaliação, as notas foram 9,17 no primeiro lugar, 9,15 no segundo e 9,6 a nossa, a competição é decida por décimos ”, enaltece.

Susan conta que a diferença por décimos só faz o grupo crescer. “Há 10 anos, o Paraguai venceu e nós, dançarinos e comissão técnica ficamos pensando e estudando a forma de chegar ao pódio. Hoje, a nossa coreografia perdeu por apenas 11 décimos para um grupo que era nossa referência”, pontua.  

Coreografia

O tema “A saga da imigração italiana... un sogno di libertà” levou um diferencial dentro do que existe para apresentações. Em apenas cinco minutos, os bailarinos surpreenderam ao contar a história da colonização. “O foco principal é contar a história dos nossos antepassados que chegaram ao Brasil. No palco, entramos com o navio, mostramos porque vieram,  à realidade encontrada aqui, o desbravamento, o plantio para a subsistência referenciando o milho e o sonho e a lembrança de voltar para suas origens”.  

Ainda na coreografia contamos com a narrativa do professor Elzio Milanez e parceira dos músicos do Grupo Musical Eco di Venessia.

Próximas edições

Quando perguntamos sobre os projetos para as próximas edições do Festival de Dança a resposta é estudar a história e cultura italiana. “Assim que concluímos a nossa participação imediatamente começamos a estudar a nova coreografia. São meses de ensaio, mais de três horas diárias,  um desafio para os nossos bailarinos”.

Ele destaca também que os dançarinos terão novas técnicas de balé clássico. “O Valter Savi é parceiro do grupo, sempre colabora com as finalizações. Agora pretendemos trabalhar mais as finalizações, os passos com as pernas e sem perder a característica de grupo folclórico”.

“O ponto mais forte das nossas apresentações é a sinergia durante as apresentações. O entrosamento, a alegria da cultura italiana que mostramos através da dança”, afirma.

Histórico

O grupo foi fundado em 21 de fevereiro de 1991, em comemoração ao centenário de Nova Veneza, com a finalidade de divulgar os usos, costumes e tradições dos imigrantes italianos que fundaram a cidade, marcando fortemente a história de seu povo com suas raízes. Com esses objetivos o grupo mantém hoje 80 dançarinos, distribuídos em cinco categorias: infantil, júnior, sênior, adulto e terceira idade. No Festival de Joinville, o grupo marca presença desde 2004.

Em 2014, foram oito noites, 122 grupos e escolas de dança que apresentaram 195 no gênero de bale clássico de repertorio, bale neoclássico, dança contemporânea, jazz, danças urbanas, sapateado e danças populares.  Ao todo, foram mais de 6,5 mil participantes

 

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