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Cirquinho do Revirado se apresenta na praça Humberto Bortoluzzi

O grupo presenteia o município com o  espetáculo Júlia, na próxima sexta, 19, às 21h.

O teatro Cirquinho do Revirado, de Criciúma, apresenta o espetáculo Júlia, na sexta-feira, 19, às 21h, na praça Humberto Bortoluzzi. O grupo foi contemplado com o Prêmio Funarte Artes na Rua. A premiação da Fundação Nacional das Artes (Funarte) permitiu que o grupo circulasse por 10 municípios do sul de Santa Catarina, com espetáculo.

“É uma oportunidade para o Grupo e para as pessoas que acompanham o nosso trabalho, poder assistir este espetáculo que vem circulando o Brasil. Para nós do Grupo, é uma grande emoção ter sido contemplado neste edital nacional, reforçando a qualidade dos espetáculos que o grupo produz”, comentou o ator Reveraldo Joaquim.

Dois Bufões e o Natal

Ainda segundo Reveraldo, a circulação é uma oportunidade de o Grupo ser mais reconhecido na sua própria região. “Por todo o Brasil vemos diversas histórias de grupos de teatro, que apesar de circular muito, são poucos valorizados e até pouco conhecidos na região geográfica onde o mesmo tem sede”, explica. Reveraldo aponta como justificativa, a dificuldade de apresentar em algumas regiões a falta de recursos financeiros e a falta de políticas culturais em alguns municípios que apõem a arte a cultura.

Para a atriz Yonara Marques, levar Júlia para as cidades neste período de Natal é uma forma de realizar o papel social, cultural e até mesmo o educacional do grupo. “Com Júlia levamos questionamentos da importância que a arte de rua tem. Tocar o coração e a alma das pessoas com esta peça que mexe tanto com a moral e os bons costumes. A função do teatro é também ampliar estes paradoxos”, diz.

Segundo eles, Júlia inspira e instiga à questionamentos sobre este produto que nos vendem, o próprio natal, e é na rua que se alcança um diálogo direto com o espectador. “A rua apesar de estar inserida geograficamente neste universo mercantil, ela tem um ponto a favor da arte: a democracia. O poder fica nas mãos do artista de conseguir fisgar ou não o expectador. A rua é de todos, quem quer para, quem não quer segue. Longe da pretensão de apresentarmos conclusões, cremos que se faz necessário trilhar uma investigação da linguagem teatral enquanto possibilidade ímpar de conhecimento, por meio de sua função simbólica”, pontua Reveraldo.

O espetáculo trata da vida e do mundo de dois Bufão, que seria palhaço grotesco, na linguagem teatrol. “O Grotesco existe só para nos proteger de nós mesmos”, arremata Reveraldo.

FOTOS: MARA SOUZA

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