Mais conectados. Mais conteúdo. Muito mais Nova Veneza.

O que é mais viral: as notícias ou a burrice?

Então surge uma notícia – ninguém sabe de onde – afirmando com a maior certeza do mundo que a Nasa confirma: o mundo vai passar por uma escuridão profunda e absoluta por seis dias seguidos.

Para aumentar o efeito da notícia, colocam uma foto do planeta à noite e dão o endereço de um site. O pior é que ao acessar o tal site ele é cheio de efeitos e bem montado. Tudo para criar uma atmosfera de credibilidade à notícia bombástica, que se espalha entre os usuários das redes sociais.

Santa ignorância Batman!

Daí para que muitas pessoas entrem em pânico e saiam em busca de notícias, ou pior, elas mesmas ajudando a espalhar a notícia como se fosse o “furo de reportagem do século”. Não falta quem se aproveite para, junto com o anúncio da hecatombe, aproveite para mandar uns textos bíblicos afins. Ai a desgraça fica completa, pois na maioria dos casos os textos são daqueles que condenam a humanidade a uma morte certa e dolorosa, sem contar as expiações dos pecados e o choro e ranger de dentes.

Valha-nos Deus!

Meu avô, nascido em 1903, com pequeno grau de escolaridade – estudou apenas um ano – mas de grande vivência e sabedoria, não se cansava de repetir uma frase celebre nestas ocasiões: meu filho, tem duas coisas nunca se acabam neste mundo, bobo e guanxuma!

Incrível como as pessoas parecem ter uma pré-disposição infinita por acreditar em desgraças. Desde que me entendo por gente ouço as histórias sobre o fim do mundo. Estas histórias costumam vir acompanhadas de justificativas baseadas em textos complexos e dúbios, antigos escritos quem ninguém conhece ou de algum mago de plantão, pronto para faturar com o fim do mundo.

Me desculpem os envolvidos e enganados, mas burrice e ingenuidade tem limite. Até transijo nesta posição caso quem tenha caído em mais esta presepada seja um incauto novo membro das redes sociais, que ainda não sacou as sacanagens do mundo virtualizado. Fica ligado, pra não virar vítima da viralidade!

Também como dizia meu avô: nem tudo que “relóis” (reluz) é ouro.

Um abraço!

Silmar Vieira

Agenda cultural