Mais conectados. Mais conteúdo. Muito mais Nova Veneza.

Atire a primeira pedra quem não sofreu....

Hei você aí! É você mesmo! Aí triste, cabisbaixo.

Que anda colecionando choros e lamentações, porque tudo aquilo em que você acreditou, investindo o seu tempo e seu afeto não deu certo.

Me diga, quem nunca quebrou a cara? Confiou demais? Se envolveu e se entregou demais? Projetando todas as suas expectativas com o pensamento de que "desta vez é pra valer ". E que preferiu  se fazer de desentendido mediante aos alertas de perigo dados pelo outro, por pensar que aquela seria a sua grande chance de ser feliz.

Quem nunca permitiu que a emoção ficasse livre para decidir, sem dar ouvidos aos palpites da razão, por pensar que esta falava demais?

Ah então fala sério! Quem nunca vacilou no amor, na amizade, não é mesmo?

Nós tropeçamos sim, por nossa sensibilidade, por nossa ingenuidade ao sentir. Então acabamos por escorregar nas expectativas que criamos, e caímos por acreditar tanto na reciprocidade que não existe, ao pensar que o outro também precisa da gente.

E assim, somos surpreendidos pela indiferença de quem até então aparentava nutrir por nós algum afeto. E confesso... eu sei o quanto dói, e como nossa alma lateja quando isto acontece. Sei também o quanto é horrível ter que pensar que acreditamos tanto, ao ponto de nos machucar.

Mas eu te digo, isso não é culpa do amor viu? É culpa das nossas urgências, das nossas carências, da nossa pressa que não sabe esperar, e não nos deixa compreender o tempo certo, e também, da nossa tamanha ingenuidade e negligência, ao nos fazer pensar que éramos "especiais demais" no coração de quem nos doava tão pouco.

Essa situação nos balança sim, deixa nossa auto estima desestabilizada, baqueia nossos sentimentos, leva embora um pouco do nosso brilho.  Mas não podemos deixar que  isto nos isole. Não podemos nos culpar, ou então pensar que todos os corações são iguais, que não há alguém que nos ame, que nos queira e nos aceite assim do nosso jeito.

 Então amigo, eu te digo, a vida é um aprendizado diário em todos os sentidos. Feliz daquele que sabe colher os frutos de  suas experiências, mesmo que amargos, a cada anoitecer de um dia vivido. E mesmo que os dias lhe pareçam cinzentos e doídos, não se desespere ...Faz parte da experiência, e esta é só mais uma.

 

 

Alexandra Boaroli

Agenda cultural