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Das certezas que não tenho

Vou te contar uma verdade. Não, eu não tenho certeza de nada.

Não posso imaginar o que irá acontecer agora e o rumo que tomarão nossas vontades.

Essas vontades que de tão estranhas, ousam atravessar livres a vida.

Não tenho ideia  de onde isso vai dar. Do caminho a seguir, tenho quem sabe uma vaga noção, que pode se desfazer na primeira curva da estrada.

E o tempo que nos cabe? 

Pergunta para qual não há reposta, porque nem o tempo suspeita. Mas é melhor não tentar contar.

Melhor e mais certo é viver a eternidade de cada segundo, afinal, só Deus sabe, mas o tempo divino é outro, não é?

Mas se há uma ordem divina determinando os encontros incríveis, creio que estamos na mira. Guiados pelo destino que nos convida a mergulhar sem saber a profundidade, a atravessar a rua correndo e a rasgar velhos papéis e que nos faz parar em um instante de descanso só porque você e eu nos encontramos.

E nestes dias de ebulição, qualquer coisa estranha se deu quando nos achamos. E isso é tão maior que esse tempo marcado e restrito. É tão grande que não cabe nas vinte e quatro horas de um dia, nos sete dias da semana ou nos trezentos e sessenta e cinco dias de um ano.

E isso ultrapassa, extravasa e nos multiplica em milhões de possibilidades espalhadas no tempo e no espaço. Se o resto do mundo possuísse um tempo ímpar como o nosso!

Se a vida obedecesse a lógica simples, confirmando a nossa vontade imensa que vai de encontro a vida, ao trabalho e ao amor, as coisas seriam diferentes.

Quem sabe um dia tudo isso há de existir para todos, mas por enquanto não tenho a menor ideia de como isso irá se dar. Comigo tenho só essa vontade sincera de seguir adiante, sem nenhuma certeza, pois tudo muda o tempo todo.

A única certeza que existe, é aquela de que nos achamos, para depois nos perder novamente.

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