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Escreve que passa

Na tarde fria e chuvosa de outono, ela pôs-se a rimar,

Queria escrever alguns versos,

Pra alguma paz encontrar.

É que na ponta do lápis,

O sofrimento  ela consegue afastar;

E dos sentimentos mais sombrios,

ela se deixa esvaziar.

Em cada rima e a cada verso

Sua alma fica mais leve,

E ela revê surgir a esperança

Mesmo que em um momento breve.

Então a menina escreve,

Escreve porque a angústia passa,

Escreve para expor as palavras

Escreve arrancando a mordaça.

Ela escreve rimando com a dor

Que por vezes a aprisiona,

E ela escreve querendo ser livre,

E vai que um dia funciona?

 

Alexandra Boaroli

 

 

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